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07.12.12 - 10:53 . Novo Fusca reúne diversão e nostalgia

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E o novo Beetle, que não é mais “New”, virou Fusca no Brasil. A ousada ação da Volkswagen em retomar o antigo nome de seu clássico carro no País acompanha uma estratégia mundial que também relembra os antigos nomes do modelo em outros países, como “Escabajo” na Espanha e “Maggiolino” na Itália. Alguns gostaram, pois reacende a chama de um dos automóveis mais importantes da história, ao passo que outros não reprovaram a ideia por ela contrariar a ideia original do carro, que era ser um veículo popular.

O novo Fusca não é mais um carro do povo, nem de longe. Esse novo é caro a beça: começa em R$ 76.600 na versão de entrada, com câmbio manual de 6 marchas, e R$ 80.990 para o modelo equipado com transmissão DSG semi-automática de dupla embreagem, como o testado pelo iG Carros. Nas duas variantes o motor é o mesmo, no caso o formidável 2.0 TSI da VW de 200 cv e 28,5 kgfm - ele quase seis vezes mais potente que o primeiro Fusca, de 1938.

Porém, diferente do New Beetle, o novo Fusca é ainda mais fiel ao modelo original quando falamos de desenho. A nova geração do Beetle parece uma versão “bombada” no carro antigo e com roupas de grife modernas. A VW também tornou o design do modelo mais “masculino”, com formatos mais volumosos e detalhes que deixam o veículo com uma aparência “forte”, como a faixa de cintura alta, as avantajadas caixas de roda e o teto baixo ao estilo hot-rod. A versão anterior, por outro lado, era um tanto feminina - tinha até um vaso de flores no painel.

E os detalhes que rementem ao antigo Fusca também estão por toda parte. Quem se lembra do modelo clássico vai notar as soleiras nas portas, o parabrisa reto, as alças de borracha nas colunas, o porta-luvas na parte de cima do painel, entre outros

O melhor Fusca da história

Além de ser bonito e um tanto divertido de dirigir, o novo Fusca também surpreende pelos equipamentos. A lista é tão longa quanto variada: inclui, por exemplo, um cronometro no alto painel, navegador GPS com repetidor de dados no painel de instrumentos, controles eletrônicos de estabilidade e tração, quatro airbags e ar-condicionado digital. Ficou faltando apenas a um controlador eletrônico de velocidade de cruzeiro para guiar com mais conforto na estrada.

A lista de opcionais também enche os olhos, mas seca a carteira. O modelo testado pelo iG veio com faróis bi-xenônio (R$ 3.680), pacote com sensor de chuva e comandos volante (R$ 2.655), teto solar panorâmico (R$ 2.900) e sistema multímidia Fender (R$ 1.630), a famosa marca de guitarras, que possui CD-Player, entradas USB e conexão Bluetooth para celular com streaming de dados, sem falar no kit de caixas de som de alta definição - nessa configuração o preço do Fusca passa dos R$ 91 mil.

Agora inserido em outra classe, a dos carros “esportivos descolados” (como é o MINI Cooper e o Citroën DS3), o novo Fusca vem para divertir tanto quem o conduz como quem o admira, que não vai se cansar de encontrar, apontar e comentar sobre os detalhes do carro que remetem ao modelo do passado. Esse Fusca não é apenas uma continuação, é uma homenagem ao clássico e querido carro da Volkswagen.

Fonte: IG Carros

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