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23.07.13 - 12:27 . Primeiras impressões: BMW X1 20i

X1-2

A renovação de toda a linha de SUVs da BMW, aquela que recebe a nomenclatura X, é prevista desde o Salão de Xangai deste ano, quando o conceito X4 foi revelado oficialmente. Com vincos bem chamativos, é ele quem lança a tendência das próximas gerações de X1, X3, X5 e X6 que começam a aparecer a partir do ano que vem. Por enquanto, a marca alemã mantém um bom posicionamento das vendas do seu utilitário esportivo de entrada de linhas já cansadas, o que aumenta as chances de o modelo ser produzido no país — já de cara nova.

De janeiro a junho deste ano, 1.231 unidades foram vendidas do modelo, de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Para um carro que estreou em 2010 no Brasil com 1.837 unidades vendidas e que compete com modelos mais baratos ou já renovados, como Volvo XC60, Land Rover Freelander e Dodge Journey, o balanço é ainda positivo.

Isso porque ele carrega um bom custo-benefício pela sua versatilidade, o principal destaque do carro durante a avaliação do G1 feita pelo período de uma semana. Embora seja um SUV de 4,45 m de comprimento, 1,7 m de largura e 1,54 m de altura, o modelo tem boa visibilidade e fácil manobrabilidade. Para um carro de uso cotidiano, a característica faz toda a diferença.

Já o porta-malas comporta 420 litros, mas com os bancos traseiros rebatidos o volume pode chegar a 1.350 litros. Espaço que se traduz em carregar malas, compras, carrinho de bebê, entre outros objetos difíceis de transportar.

Desempenho
Outros modelos da marca dão muito mais “emoção” ao dirigir do que o X1, mas para a proposta familiar do carro, o motor 2.0 de 184 cavalos de potência máxima entre 5.000 rpm e 6.250 rpm e 27,5 kgfm de torque entre 1.250 rpm 4.500 rpm é mais do que satisfatório. Em condições ideais, o X1 chega a fazer a aceleração de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos. A transmissão é automática de 8 velocidades.

Nas curvas, embora seja um SUV, o carro se comporta bem, assim como absorve bem os desníveis de solo, buracos e valetas.

Conforto
Apesar de a ergonomia dos bancos ser confortável e o ajuste destes, fácil, o X1 já está bem ultrapassado internamente e carrega um acabamento muito simples para o porte que suas linhas ostentam. É o que mais desanima no carro. A quantidade de porta-objetos também deixa a desejar, limita-se a suporte para bebidas no console central e bolsos laterais nas portas dianteiras. Fica, então, apenas a boa impressão da posição elevada do banco, que ajuda muito nas manobras.

Conclusão
Versatilidade é o que define o BMW X1. Uma característica importante para quem tem família grande, leva filhos à escola e viaja bastante, mesmo que isso signifique abrir mão de requinte no acabamento interno. Esta versão testada, a 20i, é a intermediária, mas é a que traz o melhor custo-benefício, por ter um motor potente e a transmissão de 8 velocidades (a versão 18i tem transmissão de seis marchas e motor de 150 cv). É um carro urbano que, apesar de grande, facilita a vida.

Fonte:Auto Esporte

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